terça-feira, 23 de novembro de 2010

Capitulo 2 - Novos Rumos

Desesperada,Elle corria pela casa. Corria e tropeçava mas o medo a mantinha na fuga. Sentiu braços fortes a enlaçarem.Gritou.Gritou com todas a força que pôde.
Acordou.Sentou-se ofegante.Encarou o quarto de hospital,de tom bege,sentiu as agulhas em seu corpo e as arrancou.O alto da têmpora era coberto por um curativo.Repetinamente,a garota voltou a deitar-se,pois tonteou-se.A visão ficou um pouco embaçada.
Demorou um segundo para lembrar-se do acidente,e aos poucos as lembranças vieram.Preocupada  com os amigos,virou as pernas para fora da cama com o intuito de descer.O quarto girou.Fechou os olhos,respirou alguma vezes,esperando que enxergasse melhor,mas teve pouco sucesso e mesmo assim,se pôs de pé.
Ignorou a fraqueza,a roupa enorme aberta nas costas,e seguiu para a porta.Estando de cabeça baixa ,fitando o chão e os pés descalços,abriu a porta,em seguida,esbarrando em um homem de jeans escuro e sapatos caros.Ele bloqueava a passagem.
Irritada,pelo impedimento,ergueu o rosto para o dele.O ambiente,antes sinuoso e desfocado,estagnou e  se focou naquela figura sombria  e muito,muito atraente.Os olhos azuis ficaram-se no dela,permanecendo por algum tempo;impassíveis.
O momento de admiração durou apenas um segundo,no seguinte,teve vontade de jogar um sapato ponte agudo em sua cabeça.
-Você não pode sair.-informou ele,grosso.
-Me deixe passar.-guinchou entredentes,empurrando seu peitoral definido.
Ele nem sequer pareceu sentir,continuo a encará-la,bloqueando a porta.Cruzou os braços.
-Você não sairá
-Saia da minha frente!-gritou irritada,sentindo uma fraqueza nas pernas e o mundo girar.
As pernas cederam e cairia,no entanto,braços fortes a segurou e a carregou para a cama.
-Deite-se.-mandou
-Eu preciso ver Demitria e Derek .
Resistiu ao esforço de deitar-se e decidida encarou.
-Eles estão bem.-disse irritado-Derek está vindo,mas se quiser procurá-los pelo hospital,com esse buraco nas costas,mostrando tudo...fique a vontade.
Abriu o caminho,de braços cruzados e com um sorriso vitorioso.A garota,mesmo com aquele empecilho,não se deu por vencida.Uniu as pontas do buraco com a mão direita,seguiu para a porta mas esta foi fechada por ele em velocidade vampirica.Parou,percebendo que ele aparentava ter seus vinte e quatro anos,mas só aparentava.
-Você é um vampiro?
-Não.-respondeu ele ultrajado.
-É um anjo,então.
-Não interessa.
-Qual o seu nome?
-Luther.
-Você é incapaz de raciocinar frases com mais de cinco palavras,Luther?
Ele a fuzilou com os olhos e a pose,rigida,se tornou raiva e se aproximou dela perigoso.
-Será a última vez que vou repetir deite-se agora
-Você disse que eu poderia procurá-los...
Luther a pegou no colo e a deitou,novamente,na cama.
-Deite-se e espere.E mantenha essa matraca fechada.
Não houve tempo para agir.A porta abriu e Derek entrou.Elle se surprendeu com o seu estado:aparentava cansaço e desânimo,profundas e roxas olheiras mas,nenhum arranhão.Não aparentava ter sofrido um acidente.Investiu para o amigo,o examinando e o abraçou levemente.
-Como está?-perguntou Elle soltando-o.
-Vivo.-respondeu forçando-se a abrir um sorriso.
-Gaças a mim.
A voz vinha da porta.Era extremamente familiar.O dono não mudara nada nas últimas décadas.Kurth.Continuava com os mesmos cabelos loiros,olhos verdes convencidos,sorriso e pose de conquistador.Abriu os braços esperando que Elle o abraçasse,mas como esta não se moveu,perguntou:
-Não vai abraçar um amigo que não vê a décadas?
-Você não tem amigo Kurth...
-Engananda,você e o Luther são meus únicos amigos.-disse rindo do que falou.
Desgraçado,pensou.queria matá-lo.
-Pare com esse teatrinho,Kurth.
Kurth continuva de braços abertos.
-Se não fosse por mim Derek estaria morto...
-Do que está falando?
-Ele estava quase morrendo,e eu como uma alma caridosa - fez bico e cara de anjo.-dei um pouco do meu sangue para salvá-lo.
Entendeu o porque de Derek estar tão bem.O sangue de vampiro acelerava drasticamente a cura  de feridas,só havia um porém,se Derek morresse com o sangue nas veias,viraria um vampiro.
Kurth se aproximou dela,levando a mão ao seu rosto.
-Você continua linda.
Desgraçado,depois de tudo que fizera tinha a petulância  de ser tão arrogante.O estapeou.O soco também uma vez.Contudo,no momento seguinte,Luther a segurou pela cintura e a afastou.
-Me solta!-esbravejava.
Kurth ria.
Foi solta no chão,entre a parede e Luther,que colocou a mão nos lados e disse:
-Se acalme.
Fitou os olhos azuis e esqueceu a raiva.Esquecera o próprio nome
-Você gosta de brigar-reclamou Luther.
-Eu...
O que ia dizer,indagou-se e fechou os olhos.
-Eu quero matá-lo.- murmurou.
-Morrer é fácil...
-Estou escutando tudo.-lembrou Kurth nas costas de Luther.-Elle,terá que me suportar,pois precisa de mim e saiba que não farei isso de graça.
-Onde está Demi?-perguntou exaltada.
Se fez silêncio.Luther desviou o olhar e se pôs de lado,Derek abaixou a cabeça e Kurth tornou-se sério.
-O que Houve?Ela está bem?
-Ela está viva mas...-Kurth não terminou.
-Mas está em côma.-completou Luther
As palavras ecoaram e demorou a entender o significado.Ao entender a sua voz falhou:
-Me levem até ela.
-O médico lhe dará alta e a levaremos...-disse Derek e percebendo que a amiga reclamaria,continuou:
-Ela ficará bem e não reclame.Agora deite.
-Eu preciso vê-la...
-Sabemos disso...
Derek falou e bateu a mão na cama.
-O médico irá demorar?
-Não,está vindo-respondeu Luther.
Desanimada deitou-se.
-Um vampiro não pode ficar em um hospital,os humanos...
-O médico e as enfermeiras que cuidam dela e de você são vampiros...-justificou Kurth sentando na cama e colacando propositalmente a mão na coxa dela.
-Kurth,você vai perder essa mão...
-Tá bom.
Ergueu a mão e continuo a olha-la.Depois  de um momento,lembrou-se de algo e dirigindo
a Luther perguntou:
-Luther onde está Nique?
O anjo,compenetrado em pensamentos,mostrou-se confuso.
-Pensei que ela estivesse com você.
Kurth revirou os bolsos e ganiu.
-Droga!você está com a chave do carro?
-Não.-respondeu depois de enfiar as mãos nos bolsos.-Ela pegou a chave.
-Ela acabou com o último carro e você a deixa pegar...-Kurth pegou o celular e começou a discar o número,o objeto foi pego por Luther.-Coloque no viva voz.
-Kurth estamos em um hospital.-repreendeu.
-Tá,mas fala pra ela que eu quero meu carro novo inteiro se não...Quebro todos os cd's dela.
-Dominique Müller onde você está?
A voz da garota foi ouvida por todos.O viva voz foi ligado.
-O que é isso Luther?Só estou dando uma volta.-disse Dominique rindo de excitação.
-Dominique Müller!-exclamou Luther,de cara fechada e voz alterada.
-O Kurth deve estar planejando me matar,não é.-Firmou Dominique rindo-Fala pra ele que esse carro mão é tão veloz quanto ao que tinhamos na Alemanha.
-É melhor você trazer o carro de...
A ligação caiu ou melhor,Dominique desligou.
Kurth andava de um lado para o outro.
-Ela tem que trazer meu carro de volta!-disse Kurth furioso.-Ela vai se ver comigo!
Elle riu dele.
-Eu tive uma visão com essa Dominique.
Elle disse e Kurth alucinado,perguntou:
-Com o meu carro?Ela bateu de novo?
-Não.
-Uma visão com a Nique?-repetiu Luther espatado.
-É,foi confusso...só veio algumas imagens distorcidas e o nome me veio.
O médico entrou no quarto e deu alta a garota.Elle estava quase pronta para sair do hospital.Quase.Com uma calça jeans e uma regata dada pelo Derek,seguiu para a UTI onde estava Demetria.
A amiga,se encontrava como um pálido retrato do que fora.Seu coração se apertava com a cena.Demitria,desacordada na cama de hospital,tinha fios que ligavam-se ao seu corpo e se não fosse a máquina  no tilintar,pensaria que estava morta.
Lentamente,se aproximou e levou a mão ao rosto da amiga.Estava quente.Foi impossível segurar as lágrimas.
-Demi,sou eu,a Elle.Não dessista,por favor.Acorde preciso de você.Eu e o Derek precisamos de você.Nos já recebemos alta mas a visitaremos todos os dias,prometo.
Enxugou o rosto
-Me desculpe mas o horário de visitas terminou.-disse a enfermeira,saindo em seguida.
-Eu tenho que ir mas amanhã eu volto.
A garota beijou o rosto da amiga e deixou o quarto.
Do lado de fora do hospital,Kurth e Luther esperavam pelos dois.A garota que Elle viu na visão se encontrava encostada no Taurus vermelho,com um grande sorriso no rosto,mostrando o aparelho.
-Olá,Dominique.-disse Elle.-Me chamo Elle.
-Na verdade Elleonora.-interrompeu Kurth.
Elle odiava seu nome e Kurth sabia disso.
-Cale-se.-guinchou Elle irritada.
Derek olhou a garota e perguntou:
-Então,foi você que enloqueceu o Kurth e o Luther,mas você não tem treze anos...
-Catorze,quase quinze.E pode me chamar de Nique.
-Derek.
Kurth já estava no banco do motorista.Entraram todos,e o Taurus seguiu viagem.A paisagem era de árvores e em certo momento de uma cidade,mas por esta passaram sem se aproximar.Seguiram a estrada,tendo como companheiros árvores eo sol altaneiro.
Pararam na frente de um grande portão de metal,propositalmente irregular e disforme,mas aparentemente muito forte.
Kurth apertou um botão de um controle e o portão se abriu.Continuaram por um caminho,ladeado por árvores frondosas e vivas e em pouco a casa destacou.Casa não,Mansão.A mansão era típica do século XIX européia mas fora reformada, e continha muitas janelas.
Era impressionante,e se localizava em cima de um penhasco logo abaixo,o mar rebatia tenso nas pedras.
-Chegamos.-avisou Kurth.
Kurth sempre tivera bom gosto

Capitulo 1 - Fuga



O audi A1estacionara no posto de gasolina,no meio do nada,a meia hora. Dentro,os três conversavam ou brigavam,nenhum dos curiosos conseguiam entender. A garota de seu dezessete anos,cabelos castanhos sentada no banco de tras,gritou,chorou desesperou-se e fez menção de sair do carro mas Elle travava a porta com a mente.
E permaneceu presa enquanto gritava para que a matassem ou a levassem a policia. Minutos se passaram nesse estado. Ao se acalmar,deitou-se no banco e com os olhos vagos,permaneceu imóvel,imaginando uma maneira qualquer de acabar com aquele tormento.
Havia se passado mais de uma hora,e os frentistas preocupados,tinham chamado a policia mas estes nem sequer apareciam naquele fim de mundo.
Elle acabou por sair do carro e entrar na loja de conveniêcia. Seus cabelos vermelhos,remexiam-se em frenesi,e ao sol atingi-los,lembrava chamas de fogo. O lugar era mal cuidado,desorganizado e a caixa parecia um furão,contudo pegou uma cesta e a encheu de comida.
-Bom dia.-disse a caixa fungando
-Bom dia.
Uma televisão antiquissima,pendurada na parede sob o caixa,alarmou o que seria um plantão urgente.
 Elle não prestou atenção no que a repórter dizia,sabia do que ela anunciava...do assinato do casal de bruxos mais conhecidos do Brasil. Queria esquecer aquilo e encontrar uma maneira de ajudar Demetria.Nem que morrese tentando.
-O mundo está mesmo acabado...-guinchou a caixa a ver o platão.
 Elle assentiu,pagou com dinheiro e levou as compras para o carro.
Derek,que tinha acabado de encher o tanque de gasolina,apoio-se no carro,quando derrepente seu olhos se encontraram com aqueles olhos negros;parecia encarar um poço de maldade.O negro bonito e forte o fitara longamente e sumira quando o carro por este passou.
Acreditou ser loucura e no segundo seguinte,Elle saiu da loja e ignorou a desconfiaça de Derek.
-Como ela está?-indagou Elle preocupada,colocando as sacolas no banco do motorista pela janela,e voltando-se para ele.
-Nem sequer se mexeu...-sussurrou Derek desanimado. Chorou muito durante a noite,escondendo o rosto de Elle enquanto Demetria dormia.-O que faremos?
Ainda encostado no carro sentou-se e repetiu a pergunta,mais para si do que para Elle.
Elle,em sinal de companheirismo sentou-se ao seu lado,e sem saber para onde seguir permaneceu calada.
-Precisamos encontrar alguém que possa nos ajudar com ela...-começou Derek-Não podemos simplesmente fazê-la dormir quando acontece...você não estará sempre perto para contê-la.
Elle não pensara na hipótese de proposito,mas não tinha saida. Praguejando em pensamento levantou-se,abriu o porta-luvas do carro,pegou um celular e discou o número de Fritz.
Fritz,o vampiro alemão que a acolheu,depois que ela descobriu ser uma meio anjo,a mais de três décadas,era a única imagem de pai que tivera. Apesar dele ter trinta anos,pelo menos aparentar,e ser mais um guerreiro do que um pai.
Não querendo que Derek escutasse a conversa,se afastou e encostou-se em um caminhão. Encarava o longo campo de trigo. A voz que escutou na linha,era forte e parecia feliz.
-Há quanto tempo não me liga Elle.
-Desculpa Fritz.
-Tudo bem,mas o que deseja?
Ser previsível não era um defeito. Por mais que Fritz demostrasse isso.
-Tenho um problema...-disse Elle procurando uma maneira de falar.-Preciso de alguém que me ajude a controlar uma amiga descontrolada.
-Amiga descontrolada?
-É-disse Elle,acreditando ser uma boba pelas palavras que usou.-Não consegue controlar o fluxo de poder.
-Ah,poderia ter dito antes.falou Fritz sério-Não me recordo de ninguém,mas posso perguntar a alguns amigos...Mas,de imediato,só sei de uma pessoa que pode ajuda-la.
-Quem?
-Esquece,você não vai...
-Quem?
-Kurth.
Uma raiva à muito tempo esquecida veio à tona. Queria matar Kurth. Matá-lo lentamente.
-Ele não!-guinchou Elle
-Sabia que não aceitaria a hipótese,mas é  a única pessoa que me lembro agora.
Encarou Derek sentado no chão e o carro onde Demitria estava,e sabia que Kurth poderia ajuda-los. Aquele cretino desgraçado era sua única solução.
-Elle,você está ai?-perguntou Fritz preocupado.
-Sim,estou. Onde Kurth está?

* * * * * * * * * *

-Me explique novamente.-pediu Derek sentando no capô do carro.
-Desce do meu carro-disse Elle sentindo os arranhões que aquilo provocaria.
-Calma
Nervosa,não percebeu que gritou,e Derek se assustou
-Eu encontrei alguém que vai nos ajudar...eu acho.
-Ótimo,mas porque está nervosa?
-Porque...
Levou a mão direita á palma da mão esquerda,encontrando a cicatriz que a tranversava,e se  lembrou de quando a fizera. Kurth estava junto,a ajudara mas...mas ele apunhalou pelas costas.
-Porque ele é um idiota e...
-Onde o encontramos?
-Perto no litoral do Rio Grande do Sul
-Ótimo eu dirijo.
Derek resplandecia de felicidade,e rapidamente entrou no carro,sendo seguido por Elle, que passou o endereço para o GPS e submergiu em pensamentos. Lembrava-se,como se fosse ontem da primeira vez que o viu.
Elle fitava o portão de Brandemburgo,gostava de admira-lo. Ali,fugia do padrasto que a assediava e das irmãs que a maltratavam. Ainda não sabia que era filha de um anjo,quando propositalmente Kurth se esbarrara nela. E no momento que ela ia cair,ele em velocidade vampirica segurou seus braços e lançou um de seus famosos olhar de cafajeste.
Grunhiu.
-O que aconteceu?-perguntou Derek tirando-a dos pensamentos.
-O nome dele é Kurth...mas talvez ele não aceite nos ajudar.
-Porquê?
-Quando o conhecer vai entender.
-De qualquer maneira,vamos insistir e fazer de tudo para que nos ajude,não é?
-Sim,vamos
Elle teve um mal pressentimento quanto a isso.Kurth era imprevisível.
-De onde o conhece?-perguntou Derek.
-Da época que morei na Alemanha...Agora precisamos comer. Demitria você quer comer?
Silêncio.
-Demi você precisa comer-disse Elle por fim.
A garota não respondeu.
A viagem transcorreu por horas. A noite foi tranquila,e esbanjava um céu cheio de estrelas,se aproximaram da cidade. O cheiro de maresia aumentava. Estavam chegando.
-Ele ira nos receber?
-Ah,sim.-respondeu Elle.
-Estranho,tem um carro a algum tempo atrás de nos e não passa...
 O carro permaneceu alguns metros os seguindos,e ao passarem por um declive,tendo à direita um barranco,se postou ao seu lado e agiu. Não houve tempo para se defender. O carro os jogou contra o barranco. O que se passou,se transformou em um redemoinho turvo e confuso.
O carro caiu no barranco,capotando várias vezes.jogando Derek que não usava o cinto para fora e parando de cabeça para baixo a alguns metros dele. Elle e Demitria ficaram inconscientes.
Derek,sentindo fisgadas,e o sangue escorrendo pelo seu rosto,tentou se levantar mas não conseguiu. Gritou de dor. Sentiu uma dor lascinate na perna.
Escutou folhas secas serem amassadas e virou o rosto para o lado. Iria gritar por ajuda,mas a lua iluminou o rosto da pessoa e nada disse. Era o negro que vira mais cedo. Estavam em perigo.
Desesperado,ergueu o braço e tentou lembrar de algum feitiço ou ter força para isso mas estava fraco. Muito fraco. Contudo,lembrou-se das duas nos carro,e uma força veio a tona enquanto sussurrou:
-Incendia.
Era a única palavra em latim que lembrava,chamas saíram de sua mão,seguindo diretamente contra o homem,que correu das chamas e em pouco se apagou. Derek tinha desmaiado.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Livro 1 -Prologo

Um trovão ecoou ao longe,antecedendo a chuva próxima e Demitria acordou exaltada.Ofegava e suava frio, enquanto lembrava-se do que sonhara.Sangue.Cada célula do seu corpo fribrava por ele.

Tremendo,levantou da cama e em em velocidade vampirica,correu pela casa escura para a cozinha.Precisava se alimentar.Engoliu a agua do copo de vidro em um gole,e recordando-se do garoto que mordera no sonho,apertou o copo com força.Escutou o estilhaçar do copo em pedaços e cair no chão, mas sua atenção focou-se naquele liquido vermelho vivo que escorria pelos cortes de sua mão.

Ignorou a dor.Ergueu o braço na altura do rosto e fez menção de lamber,contudo algo a impediu,talvez uma luz de consciência,e abriu a torneira rapidamente, em seguida jogando a mão embaixo da àgua corrente.Seu pescoço gritou de dor e com a mão livre tentou massageà-lo.Massageou a tatuagem circular e seus instintos de perigo gritaram.

Assustada,com medo de que fizesse uma besteira, correu novamente ao quarto,onde planejava se prender até aquilo se acalmar,no entanto parou a caminho.Parou na frente da porta entreaberta do casal que a estava ajudando, sentindo aquele cheiro doce e suave de bruxos,e um cheiro a mais.Soube exatamente o que era, e a tatuagem latejou em pedido daquilo.
Seu olhos amarelados tornaram-se negros,negros e sedentos,caminhou lentamente como um caçador preste a dar um bote,investindo no quarto e os olhando tranquilamente. Não havia mais dor,nem medo,nem compaixão em seu ser,só se via o negro de sede.
.............

Derek,o irmão que dormia no quarto ao lado,escutou um barulho estranho e com o sono leve seguiu ao quarto.A cena o aterrorizou.Em pose de predador,Demitria o olhou sobre os corpos inertes de seus pais.Havia sangue em seu rosto e via-se claramente mordidas na jugular deles,e um olhar amendrontado da menina.Um olhar negro e em claro fingimento.

-Derek, me ajude.-pediu a menina em voz suplice.

Derek sabia que essa não era sua irmã.Era algo maligno e mais forte,que provavelmente o atacaria.

Fitou aquilo caminhar suplicante em sua direção e se afastou.

-Derek,me ajude.

-Não se aproxime de mim-guinchou ele com a voz forte.

Ela parou.Abriu um riso esganiçado e forte,e o encarou.

-Traga minha irmã de volta.-mandou ele.

-Ela não está mais aqui...-sussurrou ela.-Porque você se importa com essa fraca?

-A traga logo!

-Só com uma condição.-disse Demitria passando a lingua pelos caninos vampiricos,maliciosa.

-Não se aproxime. 
Demitria deu alguns passos para ele,o desafiando e a meio metro de distância,parou. As janelas vibraram e explodiram, e ela apareceu.Elle,com seus longos cabelos ruivos,se telestransportou na sua costa e levando a mão a cabeça dela,a fez desmaiar segurando-se pelo braço.

-Como...-começou Derek mas Elle se antecedeu a pergunta.

-Tive uma visão.

Derek pegou Demi pelos braços.Ela demoraria a acordar.E percebendo o que acontecera, deixou algumas lágrimas cairem pelo rosto,enquanto fitava os corpos de Pedro e Clarisse. Os conhecia a apenas uma semana,desde que haviam os ajudados e por isso acabaram perdendo a vida.

Uma raiva por aquela que fizera aquilo lhe tomou e controlou-se.Encontraria uma maneira de acabar com aquele monstro,sem machucar a irmã,mesmo que essa não fosse uma irmã verdadeiramente, nem que fosse a ultima coisa que fizesse na vida.Isso era uma promessa.

Encarou Elle e nada disse.Seus olhos estavam desfocados,olhando o nada e sabia que ela tivera uma visão.Quando terminou,havia urgência em sua voz ao dizer:

-Os vizinhos avisaram a polícia...temos seis minutos.

-O que vamos fazer?-indagou Derek desesperado.

-Arrume algumas roupas,pegue os documentos...eu visto a Demitria e depois corremos até o meu carro.